terça-feira, 5 de junho de 2012

[...] continua...


Havia algo não-preenchido dentro de mim, por vezes, quase um abismo-interior.
Pensei que fosse lúdico, mas não...

Era o teu lugar dentro de mim, à espera da tua chegada...
Depois que eu te conheci enxerguei coisas que antes eu não visualizava, principalmente sobre mim mesma.

Descobri o sentido mais profundo e belo de submissão:

Sub-missão é casar-se com o propósito, com a missão do outro...
Por isso, Dominador e submissa hão de ser afins quanto aos códigos de vida...

Talvez, o que eu tenha para te oferecer, Senhor, seja pouco ou até mesmo simples, mas quero que saibas que é o melhor de mim e o mais verdadeiro, também.

Comunhão e evolução.


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Amor Sideral



















Eu não busquei um homem ou um amor, simplesmente.
Busquei uma essência ou uma alma... 

Nesta noite venho a te dizer que tudo que eu mais desejei, eu encontrei em ti
Como uma espécie de acorde que formasse união e harmonia com os meus sons interiores e exteriores.
Alguém que sabe que os erros não vigoram, nem a dor e o amor... mas sim, o que aprendemos com eles...

Alguém que queira aprender...
... embora já tenha muito à ensinar.

Alguém que possa ter as suas oscilações de humor, como todo ser humano, mas jamais oscilação de caráter.
Quando eu digo, inúmeras vezes, que eu te amo, não digo, tão somente, ao homem-carnal, ou mesmo ao Dominador (embora eu os ame também...).

Mas amo àquilo que está lá dentro
... o próprio Espírito teu.

sábado, 2 de junho de 2012

[...] Que tu me dês a tua mão e me ensina passos que eu ainda não sei andar...

Cumplicidade


Quero ser a Tua companhia para os dias de sol... 
...e a Tua certeza para os dias nublados.

Um desejo, um beijo, uma noite
  Um momento, um abraço, uma conversa
     Um amor, um lar, uma vida














Amo-te Senhor D_Chronos!

sábado, 26 de maio de 2012


[...] Seria apenas mais uma história, se não tivesse tocado a alma.

                                                                  (Caio Fernando Abreu)

segunda-feira, 21 de maio de 2012


[...] Tenho uma sensação constante de que estou vivendo à beira de algo que vai acontecer, e que nunca consigo alcançar. Meus nervos estão preparados para uma espécie de clímax. Sinto-me tensa, em expectativa. É tão aflitivo que começo a desejar uma catástrofe para aliviar a expectativa. Desejo que todas as calamidades, todas as tragédias, aconteçam logo. Quero cenas, brigas, lágrimas, quero ser devorada, quero bater nas pessoas. Sinto-me inquieta. Não consigo ficar muito tempo em lugar nenhum. Não consigo me sentar e não consigo dormir. Tenho sempre essa sensação de que preciso encontrar um alívio para essa espera, um momento estilhaçador, para poder repousar e dormir. O mundo inteiro me excita, sinto amor pelas pessoas nas ruas, a música mexe comigo a toda hora como uma carícia; sinto um desejo violento, e espero.
Sinto a tempestade chegando, sinto a angústia, mas tudo continua igual, lerdo, sem interrupção, sem relâmpago. Alguma coisa em mim quer romper, explodir. Em vez disso, tenho que tirar prazer rompendo a vida dos outros. Estou constantemente seduzindo os outros, encantando-os, capturando-os, ao mesmo tempo em que desejo que fossem capazes de fazê-lo comigo. Quero tanto ser capturada... Todo mundo me obedece, mas eles não encontram a chave de mim. Gosto de sentir seus corações batendo mais depressa, gosto de ver seus olhos flutuando, seus lábios tremendo, gosto de sentir a emoção neles. É como alimento. Fico fascinada com seus sentimentos. Sou como uma caçadora que não quer matar, mas quero sentir o ferimento. 

O que espero? Ser tomada pelo desejo do outro e nele me banhar. 

Arder. 

Quero ser despedaçada. 

Ao mesmo tempo que quero calor e simplicidade.

Anaïs Nin, In: A Casa do Incesto e Outras Histórias.

quarta-feira, 9 de maio de 2012